Luís Rodrigues, docente da Universidade de Santiago, propôs a implementação de novos modelos pedagógicos que incentivem o uso crítico da inteligência artificial (IA) no ensino superior. Em suas declarações, ele destacou a crescente dependência dos estudantes em relação a ferramentas tecnológicas, o que pode comprometer o desenvolvimento de suas competências cognitivas. Rodrigues enfatizou a importância de promover uma reflexão sobre novas formas de ensinar, aprender e avaliar, considerando os impactos da IA em todo o sistema educativo. O investigador apresentou o 'Modelo CCA-IA – Cooperação Cognitiva Ampliada com Inteligência Artificial', que visa integrar a IA de maneira consciente nos processos de ensino. Este modelo contempla três etapas de colaboração, envolvendo não apenas a IA, mas também a participação de colegas e docentes, com o objetivo de fortalecer o sentido de autoria e estimular o pensamento crítico. Rodrigues argumentou que é fundamental criar mecanismos que permitam o uso produtivo da IA, em vez de simplesmente regulamentar sua utilização. Além disso, ele defendeu a necessidade de revisar os métodos de avaliação nas instituições de ensino superior, sugerindo que estes devem valorizar o processo de construção do conhecimento, e não apenas o produto final. Rodrigues acredita que a sociedade está passando por uma transformação significativa na forma de trabalhar e aprender, e que o sistema educativo deve se adaptar a essa nova realidade, utilizando a IA como uma ferramenta de apoio ao desenvolvimento humano.