O Governo da República Democrática do Congo (RDC) anunciou que o número de mortos devido ao surto de Ébola subiu para 321, com 1.203 casos confirmados até 25 de junho. A taxa de letalidade é de 26,7%, e 148 pessoas conseguiram recuperar da doença. As autoridades enfatizam a responsabilidade coletiva na luta contra o Ébola, pedindo aos cidadãos que comuniquem casos suspeitos e respeitem as medidas de higiene. O surto foi declarado oficialmente em 15 de maio na província de Ituri, que faz fronteira com o Uganda e o Sudão do Sul, e se espalhou para outras províncias do leste do Congo. O vírus também chegou ao Uganda, onde foram confirmados 20 casos, incluindo mortes. O surto atual é da estirpe de Bundibugyo, que tem uma taxa de letalidade entre 30% e 50%, e não existe vacina ou tratamento específico aprovado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o risco de propagação do surto na África Subsariana como elevado e classifica a epidemia como uma emergência de saúde pública de importância internacional. Este surto é já a terceira pior epidemia de Ébola da história, atrás das epidemias que afetaram a África Ocidental e o leste do Congo entre 2018 e 2020. O vírus é transmitido através do contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, causando febre hemorrágica grave e outros sintomas severos.