O ministro da Justiça de Cabo Verde, Clóvis Silva, defendeu a transformação das prisões em espaços produtivos e de empresarialização. Durante uma visita à Cadeia Central da Praia, o ministro destacou que cerca de 80% da população prisional tem entre 16 e 40 anos, representando uma força de trabalho ativa que pode ser aproveitada durante o período de reclusão. A proposta do Governo visa promover a formação profissional e a responsabilização dos reclusos, preparando-os para o retorno à sociedade. Clóvis Silva enfatizou que o Estado investe recursos significativos no sistema prisional e que esse investimento deve criar oportunidades para os reclusos, permitindo-lhes trabalhar e contribuir para suas famílias e para a economia. O objetivo é que as cadeias se tornem locais onde os indivíduos possam se capacitar e se preparar para uma vida normal após a prisão. Além disso, o ministro revelou que essa estratégia faz parte do programa do Governo, que será discutido em Conselho de Ministros. A visão do executivo é transformar os estabelecimentos prisionais em espaços que possam oferecer serviços e desenvolver atividades produtivas, gerando riqueza que beneficie tanto os reclusos quanto o Estado. A riqueza gerada poderá ser utilizada para financiar setores essenciais como saúde, educação e turismo, ao mesmo tempo que reforça a reintegração social dos reclusos.