Na noite de segunda-feira, o Irão anunciou que uma delegação de peritos se deslocará a Doha ainda esta semana para discutir a implementação de um memorando de entendimento com os Estados Unidos. No entanto, o país deixou claro que esta visita não implica negociações formais com Washington, conforme afirmado por um porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros. O anúncio surge em meio a informações contraditórias sobre conversações entre os dois países. Enquanto alguns meios de comunicação norte-americanos relataram que as partes planejavam retomar as discussões no Qatar, o Irão rejeitou essa narrativa, afirmando que não há confirmação de tais conversações. O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu rapidamente, afirmando que o Irão havia solicitado uma reunião, que ocorreria em Doha. Além disso, a Casa Branca indicou que altos funcionários norte-americanos também viajariam para o Qatar esta semana para reuniões. A situação é complexa, especialmente após recentes tensões que resultaram em ataques mútuos entre as forças iranianas e norte-americanas. O acordo de 17 de junho, que previa um período de 60 dias para negociações sobre o programa nuclear iraniano, está sob pressão devido a esses eventos, complicando ainda mais a dinâmica entre os dois países.