A investigadora cabo-verdiana Aimone Duarte fez uma descoberta significativa ao identificar uma nova espécie de cianobactéria, chamada Salileptolyngbya caboverdiana, na ilha de Santo Antão. Esta descoberta é um marco para a biotecnologia em Cabo Verde, uma vez que as cianobactérias têm aplicações em várias indústrias, incluindo a farmacêutica e a cosmética. Aimone, que concluiu um mestrado em Biotecnologia e Biologia Sintética na Universidade do Porto, realizou a sua investigação no Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), sob a orientação de investigadores renomados. Durante o seu estudo, Aimone focou-se em cianobactérias de ambientes costeiros de Cabo Verde, identificando não apenas espécies conhecidas, mas também a nova espécie que nunca havia sido registrada anteriormente. A escolha do nome 'caboverdiana' para a nova espécie visa valorizar a biodiversidade marinha do arquipélago a nível internacional. A investigação revela que Cabo Verde possui um enorme potencial científico que ainda está por explorar, especialmente no que diz respeito à biodiversidade marinha. O estudo, que já foi publicado na revista científica Marine Drugs, destaca a importância de olhar para o oceano não apenas sob a perspectiva da pesca e do turismo, mas também como um recurso para ciência e inovação. Aimone Duarte enfatiza que os compostos bioativos produzidos pelas cianobactérias, como carotenoides e clorofilas, têm grande potencial para aplicações em cosmética e na indústria farmacêutica, contribuindo para o desenvolvimento de produtos naturais e soluções terapêuticas.