Na terça-feira, 30, milhares de pessoas protestaram em várias localidades da África do Sul contra a imigração ilegal, refletindo uma crescente onda de xenofobia. Os manifestantes, que exigem que todos os estrangeiros abandonem o país, levaram o governo a anunciar novas restrições nas políticas migratórias e a aumentar a segurança nas ruas. A Polícia mobilizou-se em força para evitar excessos, embora alguns incidentes de violência tenham sido registados, especialmente em Germiston, perto de Joanesburgo. Os protestos, que ocorreram em meio a um clima de tensão, resultaram em lojas fechadas e trânsito condicionado nas grandes cidades. Em Durban, cartazes pediam que se parasse de empregar e arrendar casas a estrangeiros, refletindo o descontentamento de muitos cidadãos locais com a situação económica e social. A África do Sul, que já enfrentou episódios violentos de xenofobia no passado, viu mais de 25.000 imigrantes fugirem do país nas últimas semanas. O movimento anti-imigração está também ligado ao contexto das eleições autárquicas de 04 de novembro, com alguns partidos políticos a explorarem o sentimento anti-imigrante para ganhar apoio. O politólogo Sandile Swana destacou que a demagogia política está a alimentar este clima de hostilidade, enquanto organizações anti-imigrantes culpam os estrangeiros por problemas como o desemprego e a criminalidade.