A campanha eleitoral para as presidenciais de 19 de julho em São Tomé e Príncipe teve início este sábado, com a Comissão Eleitoral Nacional (CEN) a apelar a um clima de paz e não violência entre os quatro candidatos. O presidente da CEN, Jeudiger Nascimento, enfatizou a importância de uma conduta baseada em princípios superiores para garantir um processo eleitoral legítimo e limpo. Durante a assinatura do pacto de não agressão, apenas o candidato Carlos Vila Nova aderiu, e Nascimento fez um apelo a todos os partidos e cidadãos para evitarem provocações e desinformação, destacando a paz pública como um bem precioso. Cinco candidatos foram admitidos pelo Tribunal Constitucional para as eleições, incluindo Carlos Manuel Vila Nova, que busca um segundo mandato, e Nito D'Abreu, que conta com o apoio da direção da Ação Democrática Independente (ADI). Vila Nova é apoiado por uma ampla gama de partidos, enquanto D'Abreu recebeu o apoio de partidos aliados à ADI, após a rejeição da candidatura de Domingos Monteiro. Os candidatos Miques João Bonfim e Eugénio Trindade Tiny, que concorrem sem apoio partidário, não anunciaram seus programas de campanha. Apesar de ter desistido, Jorge Bom Jesus ainda terá seu nome na cédula eleitoral, pois não apresentou o pedido de desistência a tempo. A CEN revelou que 142.191 eleitores estão registrados, com a maioria em São Tomé e Príncipe e uma parte significativa na diáspora, principalmente na Europa e África. Uma Missão de Observação Eleitoral da União Europeia está presente para garantir um processo eleitoral rigoroso e transparente, prometendo neutralidade e imparcialidade durante as eleições de julho e setembro.