Uma nova proposta de tarifa de 500 ECV para transportes inter-ilhas foi apresentada, segmentando a procura em três grupos principais: residentes, estudantes/seniores e não residentes/turistas. Esta abordagem permitirá a aplicação de políticas tarifárias diferenciadas, com uma quota mínima de 30% da lotação das embarcações reservada para residentes e estudantes, garantindo o direito à mobilidade e mitigando os efeitos da insularidade. Os lugares não utilizados até 48 horas antes da partida serão devolvidos ao mercado, otimizando assim a receita para os operadores. Para turistas e não residentes, será implementado um sistema de preços dinâmicos, que permitirá captar maior receita durante os períodos de alta procura, além de criar tarifas promocionais para reservas antecipadas. A proposta também inclui um tratamento diferenciado para comerciantes e transportadores interilhas, com tarifas estáveis que visam reduzir os custos logísticos. A integração do transporte de mercadorias no mesmo modelo tarifário é vista como uma forma de aumentar a rentabilidade das viagens e melhorar o abastecimento das ilhas. Financeiramente, o modelo busca que as receitas dos segmentos comercial e turístico suportem a maior parte dos custos operacionais, diminuindo a dependência de subsídios públicos e promovendo uma operação sustentável. Além disso, recomenda-se a criação de mecanismos regulatórios para garantir a fiscalização do cumprimento das obrigações de serviço público, visando um quadro regulatório nacional para a mobilidade marítima interilhas.