Hoje, a China pediu aos Estados Unidos e ao Irão que evitem recorrer à força e que cumpram os memorandos de entendimento assinados anteriormente. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, destacou a importância do diálogo e da negociação para resolver as divergências, enfatizando que a guerra não beneficia nenhuma das partes envolvidas. As declarações da China surgem em resposta a uma série de ataques realizados pelos EUA contra alvos iranianos, que foram justificados por Washington como uma resposta a ataques iranianos a navios comerciais no estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA acusou o Irão de ações injustificadas e perigosas, que violam o cessar-fogo acordado. A escalada das tensões ocorre apesar de um memorando de entendimento assinado em junho, que visava abrir um caminho para negociações sobre o conflito e o programa nuclear iraniano. A China, que tem mantido uma posição crítica em relação aos ataques dos EUA e de Israel, também tem apelado ao respeito pela soberania dos países do Golfo. A situação no Médio Oriente continua a ser monitorada de perto por Pequim, que defende que a via militar não resolve os problemas fundamentais da região. A China tem interesse em manter relações estáveis e produtivas com os países do Golfo, dada a sua dependência energética e laços comerciais.