A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, lançou oficialmente sua candidatura às eleições presidenciais de França, mesmo após ter sido condenada em segunda instância. Durante um evento no mercado La Flèche, Le Pen proclamou sua inocência e contestou as críticas de seus adversários políticos. Acompanhada por Jordan Bardella, que pode ser seu substituto, ela expressou satisfação por poder representar seu partido na corrida presidencial. Le Pen, que já concorre pela quarta vez ao cargo de chefe de Estado, afirmou que o Tribunal de Recurso restaurou sua elegibilidade, apesar da condenação por um esquema de emprego irregular de assistentes parlamentares. O tribunal considerou que ela e outros dez indivíduos eram culpados de desvio de fundos, resultando em um prejuízo de 2,8 milhões de euros ao Parlamento Europeu entre 2004 e 2016. Embora tenha sido condenada a três anos de prisão, com um ano sob monitorização eletrónica, Le Pen declarou que realizará sua campanha sem esse dispositivo. A sua candidatura gerou protestos de manifestantes de esquerda em La Flèche, mas não houve confrontos significativos com os apoiantes da extrema-direita. Le Pen reafirmou seu compromisso com a campanha, insistindo que está a exercer seus direitos como cidadã.