A Human Rights Watch (HRW) denunciou o uso excessivo da força pelas autoridades da República Democrática do Congo (RDCongo) durante um protesto contra uma proposta de lei que poderia prolongar o mandato do Presidente. A diretora adjunta para África da ONG, Ashwanee Budoo-Scholtz, afirmou que as forças de segurança recorreram a força desnecessária contra cidadãos que tentavam exercer o seu direito de protestar. Em vez de proteger os manifestantes, as autoridades instigaram a violência, deixando-os vulneráveis a agressões por parte de grupos pró-governo. Durante a manifestação pacífica em Kinshasa, as forças de segurança utilizaram gás lacrimogéneo e bastões para dispersar os protestantes, que defendiam a Constituição em vigor. Relatos indicam que membros de um grupo ligado ao partido no poder receberam ordens para atacar os manifestantes, resultando em confrontos violentos. A HRW registrou mais de uma dúzia de feridos, incluindo figuras proeminentes da oposição, e várias detenções. As autoridades congolesas, em resposta aos incidentes, condenaram a violência e abriram um inquérito formal. O partido no poder, a UDPS, distanciou-se dos ataques, alegando que uma