Ali Khamenei, o falecido líder supremo do Irão, foi sepultado esta madrugada em Mashhad, sua cidade natal, após um cortejo fúnebre que durou seis dias. A sua morte, resultante de ataques aéreos de Israel e dos Estados Unidos, gerou um clima de luto e tensão no país. O cortejo fúnebre começou no sábado, com as autoridades a restringirem a circulação nas ruas e a encerrarem o espaço aéreo, refletindo a importância do evento para a nação. Durante a cerimónia, que se prolongou por três dias em Teerão, as atividades diárias foram paralisadas, e o cortejo seguiu para cidades sagradas xiitas como Qom, Najaf e Kerbala, no Iraque. O mausoléu do imã Reza, em Mashhad, onde Khamenei foi sepultado, é um local sagrado para os muçulmanos xiitas, o que torna a sua sepultura ainda mais significativa. O filho e sucessor de Khamenei, Mojtaba Khamenei, não fez aparições públicas durante as cerimónias, o que levantou questões sobre a continuidade da liderança. Além disso, a cerimónia ocorreu em um contexto de tensão regional, com ataques a navios no estreito de Ormuz atribuídos à República Islâmica, levando a uma retaliação dos Estados Unidos e complicando o cessar-fogo existente.