O Brasil justificou sua candidatura à presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para o biénio 2027-2029 com o princípio da alternância regional, após sete anos consecutivos de lideranças africanas. O embaixador Carlos Sérgio Sobral Duarte, do Ministério de Relações Exteriores do Brasil, afirmou que o Brasil é o único Estado-membro que ainda não exerceu essa função na presidência rotativa da CPLP. A candidatura foi apresentada durante uma conferência de chefes de Estado e de Governo em julho de 2025. Duarte enfatizou que a proposta do Brasil visa reforçar a cooperação para o desenvolvimento, com prioridades em saúde, direitos humanos, segurança alimentar e promoção da língua portuguesa. Ele destacou que entre 2018 e 2025, a presidência rotativa foi ocupada por quatro países africanos, e que é tempo de dar oportunidade a outra região. O embaixador também mencionou que o Brasil tem sido um membro ativo da CPLP desde sua criação, contribuindo significativamente para o orçamento da comunidade e realizando contribuições anuais para o Fundo Especial da CPLP. Ele ressaltou a responsabilidade do Brasil em facilitar a consecução dos objetivos da comunidade, em benefício de todos os Estados-membros. Além disso, Carlos Duarte destacou a atenção especial do Brasil para os países em desenvolvimento dentro da CPLP, priorizando áreas como educação, saúde e direitos humanos, com foco em mulheres e pessoas com deficiência. Ele citou a política externa educacional brasileira como uma das áreas prioritárias no continente africano, buscando intensificar a formação de recursos humanos em parceria com 29 países africanos.