A investigadora Roselma Évora destacou a urgência de desenvolver estratégias que promovam a educação cívica e incentivem a participação política em Cabo Verde. Durante uma conversa aberta promovida pela UNI-Sénior, Évora abordou a crise de representação e os desafios da democracia no arquipélago, enfatizando a contínua diminuição da participação dos cidadãos nas eleições ao longo dos últimos 35 anos. A investigadora apontou que a descrença nos políticos está ligada ao comportamento deles no exercício das suas funções, caracterizando a situação atual como uma 'democracia delegativa'. Ela também mencionou o défice de organização da sociedade civil, que contribui para o desinteresse dos cidadãos, especialmente entre os jovens. Para reverter a desmotivação dos jovens, Évora defendeu a necessidade de um trabalho cívico profundo que conecte a sensibilização política com questões do cotidiano. O debate incluiu temas como a abstenção nas eleições legislativas e a qualidade da democracia em Cabo Verde, buscando soluções para fortalecer a participação política no país.