A presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Justiça, Maria Moreira, declarou que a classe está a viver o seu dia nacional com uma profunda insatisfação, resultante dos atrasos na implementação do Plano de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR). Apesar da aprovação do PCFR em Dezembro de 2025, a falta da lista de transição impede a efetivação dos direitos previstos no plano. A líder sindical destacou que a situação retirou o caráter festivo à celebração do Dia Nacional dos Oficiais de Justiça, instituído em 2025. Maria Moreira também alertou que alguns oficiais poderão receber remunerações inferiores às atuais com o novo enquadramento e que persistem problemas na integração da classe na administração pública. Ela defendeu que os oficiais de justiça devem ser exclusivamente enquadrados na administração da justiça, considerando-os essenciais para o funcionamento do sistema judicial. A escassez de recursos humanos foi identificada como um dos principais constrangimentos do setor, com uma sobrecarga de trabalho que afeta a capacidade dos oficiais de justiça em garantir a tramitação processual e a execução das decisões judiciais. O sindicato reiterou o apelo ao Governo para acelerar a implementação do PCFR e abrir um diálogo para atender às reivindicações da classe. O ministro da Justiça, Clóvis Silva, reconheceu as dificuldades financeiras na implementação do PCFR, mas garantiu que o Governo está a reorganizar as despesas para libertar recursos destinados à valorização dos trabalhadores, prometendo mais recursos até ao final do ano para implementar o plano em todos os serviços da justiça.