Ana Veiga, presidente da Associação Lantuna, expressou a determinação da organização em lutar pela conservação da Praia de São Francisco, mesmo após o tribunal ter indeferido o pedido de anulação da concessão do espaço. A decisão judicial foi recebida com tristeza, mas Veiga afirmou que isso não desmotivará a luta pela defesa da praia, que considera ser um bem público. Ela destacou que a concessão, datada de 2024, foi considerada ilegal, pois a lei proíbe construções fixas dentro do domínio público a 80 metros da costa. Veiga também mencionou que o pedido de anulação foi feito pelo Ministério Público e que acredita que este irá recorrer da decisão. A Lantuna, por sua vez, buscará meios legais para continuar a defesa da Praia de São Francisco. A presidente fez um apelo à Direcção Nacional do Ambiente para que cumpra seu papel na defesa ambiental, especialmente após a nova liderança da instituição. Além disso, Veiga criticou a autorização para o abate de tamareiras no local, que são consideradas espécies protegidas. Ela enfatizou a necessidade de as entidades envolvidas esclarecerem publicamente suas posições e demonstrarem compromisso com a defesa do interesse público e das responsabilidades ambientais, especialmente em um contexto de mudanças climáticas.