A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) expressou sua condenação à prisão preventiva de Domingos Simões Pereira, decretada pelo Tribunal Militar Superior da Guiné-Bissau. Em um comunicado, a CPLP destacou a necessidade urgente de restaurar a ordem constitucional, considerando isso essencial para a paz e estabilidade no país, que atualmente está suspenso da organização. A CPLP reafirmou seu compromisso com os princípios do Estado de direito democrático e manifestou solidariedade ao povo guineense em sua busca por liberdade e desenvolvimento. Domingos Simões Pereira foi detido na última sexta-feira, após um período de prisão domiciliária, e sua detenção está relacionada a um golpe militar ocorrido em novembro. A defesa de Pereira alega que o processo é uma forma de perseguição política, especialmente após seu apoio a um candidato que desafiou o atual presidente. A situação política na Guiné-Bissau é tensa, com a oposição acusando o governo militar de manipular os eventos para manter o controle. Além disso, o Alto Comando Militar anunciou novas eleições para dezembro e propôs uma nova Constituição que aumenta os poderes do chefe de Estado, o que gerou preocupações sobre a direção política do país. A CPLP, que inclui países como Angola, Brasil e Portugal, continua a monitorar a situação na Guiné-Bissau e a defender os direitos democráticos.