A família de Simões Pereira, líder do PAIGC, fez um apelo à CEDEAO na véspera da 69.ª Cimeira da comunidade, que se realiza na Serra Leoa. Italma Simões Pereira, representante da família, denunciou graves irregularidades processuais no caso do político, que se encontra detido preventivamente na Segunda Esquadra de Bissau. A família argumenta que o Tribunal Militar não tem competência legal para julgar civis, o que constitui uma violação dos direitos fundamentais. O comunicado da família enfatiza que esta iniciativa diplomática visa proteger a integridade física e os direitos de Simões Pereira, que foi detido após um golpe de Estado em novembro de 2025. Desde então, ele passou mais de 60 dias detido, sendo libertado em janeiro sob vigilância policial. Em junho, o Ministério Público requereu a prisão preventiva de Simões Pereira, que é acusado de financiar e apoiar uma tentativa de golpe de Estado. O atual governo, liderado pelo general Horta Inta-a, anunciou um período de transição de um ano, com novas eleições previstas para dezembro.