Em vésperas das eleições de 17 de maio, o Ministério das Finanças, através da Unidade de Gestão de Projetos Especiais (UGPE), firmou um contrato de consultoria com Octávio Avelino Garcia Correia, irmão do ex-ministro Olavo Correia. O valor do contrato, que totaliza CVE 7.280.483,73, é considerado ilegal, uma vez que ultrapassa o limite de dois milhões de escudos para ajustes diretos, conforme estipulado pelo Código de Contratação Pública. Octávio Correia começou suas atividades como consultor coordenador em 04 de maio e deve prestar serviços até 30 de abril de 2027. Até o momento, ele já recebeu mais de um milhão de escudos, com pagamentos referentes aos meses de maio e junho, que totalizam cerca de 1.164.087,73 escudos. Mesmo que o contrato venha a ser anulado, o irmão de Olavo Correia já se beneficiou de um montante significativo. Fontes do Ministério das Finanças expressaram estranheza quanto à data de início do contrato, sugerindo que Octávio Correia já estava exercendo a função antes de maio. Além disso, a média de pagamento mensal é considerada excessiva em comparação com os padrões para cargos semelhantes em empresas públicas. A situação no Ministério das Finanças é descrita como caótica, com práticas ilegais e violações do Código de Contratação Pública sendo comuns durante a gestão de Olavo Correia. Um relatório de auditoria publicado pela Autoridade Reguladora das Aquisições Públicas (ARAP) já havia apontado diversas irregularidades, indicando que essas práticas não são novas, mas sim uma continuidade de problemas anteriores na administração pública.