O Movimento para a Democracia (MpD) fez uma alteração significativa na sua direção parlamentar ao afastar Damião Medina da vice-presidência, substituindo-o por Alcides Pina. Esta decisão foi anunciada após a eleição de Luís Carlos Silva como presidente da bancada, onde Medina inicialmente fazia parte da equipa de vice-presidentes. Apesar de continuar a ser deputado pelo círculo eleitoral de Santo Antão, Medina não faz mais parte da liderança do grupo parlamentar. Fontes ligadas ao MpD sugerem que a decisão de afastar Medina pode estar ligada ao seu desgaste político, especialmente após ser associado a um processo de Violência Baseada no Género (VBG). Em 2021, Medina teve sua imunidade parlamentar levantada devido a um processo judicial e, posteriormente, foi condenado a uma pena de prisão suspensa por crimes relacionados a VBG. Essa situação levantou dúvidas sobre sua capacidade de continuar a representar o partido de forma eficaz. Além disso, após as eleições legislativas de maio, surgiram questionamentos sobre o certificado de registo criminal de Medina, o que gerou um debate público sobre a sua elegibilidade. A mudança na vice-presidência ocorre num momento em que Medina enfrenta críticas internas, especialmente após uma disputa pela liderança do MpD, onde suas ações foram alvo de reprovação por outros membros do partido. Apesar da falta de explicações oficiais sobre a substituição, a situação de Medina continua a ser uma fonte de especulação e controvérsia dentro do partido.