A sessão solene de boas-vindas ao presidente da República de Portugal, António José Seguro, realizada a 22 de outubro, foi marcada por uma controvérsia significativa. Apenas 16 dos 33 deputados do Movimento para a Democracia (MpD) estiveram presentes, enquanto o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) teve apenas duas ausências. Esta situação foi vista como uma falta de respeito pelo presidente português, que é o líder do país que mais apoia Cabo Verde na União Europeia. Fontes diplomáticas afirmaram que, independentemente da intenção, a ausência dos deputados do MpD representa uma desconsideração ao chefe de Estado português. A situação foi ainda mais criticada por parlamentares que afirmaram que a liderança do maior partido da oposição deveria ser responsabilizada pela mesa da Assembleia Nacional, uma vez que tal desconsideração também reflete negativamente sobre o Parlamento. A polémica gerou reações diversas, com muitos a questionarem a postura do MpD e a sua implicação nas relações diplomáticas entre Cabo Verde e Portugal. A presença do presidente português em Cabo Verde é um sinal de estreitamento de laços, e a ausência de deputados pode ser interpretada como um sinal de descontentamento ou falta de respeito institucional.