As declarações do presidente da República sobre a situação do primeiro-ministro foram esclarecedoras, confirmando que a intenção do MpD sempre foi provocar tumulto. José Maria Neves destacou que, ao nomear Francisco Carvalho, este não havia sido acusado e que o MpD não se opôs à sua nomeação, reforçando a legitimidade do PAICV. Neves também explicou que não tem a faculdade de demitir o primeiro-ministro e que a dissolução da Assembleia Nacional tem limitações constitucionais. Além disso, a direção do MpD parece desorientada, exemplificada pela confusão em torno da indicação para a vice-presidência do grupo parlamentar. O incidente no Parlamento, onde apenas 16 dos 33 deputados compareceram a uma sessão solene, foi visto como uma falta de respeito. Os deputados ventoinha, incluindo ex-governantes, mostraram-se mal preparados na primeira sessão da XI Legislatura, refletindo a falta de propostas e estratégia do MpD. A situação atual do partido sugere uma crise de identidade e um desvio do seu papel na governação do país.