A Organização Não Governamental Human Rights Watch (HRW) alertou para a deterioração da crise humanitária no Níger, três anos após o golpe de Estado que depôs o presidente eleito Mohamed Bazoum. A investigadora Ilaria Allegrozzi destacou que a junta militar intensificou os ataques aos direitos humanos, estabelecendo um regime autoritário que desmantelou instituições democráticas e consolidou poderes sem controle. Desde a sua ascensão ao poder, a junta tem tomado várias medidas repressivas, incluindo a dissolução de partidos políticos e sindicatos independentes, a suspensão de organizações da sociedade civil e a detenção de jornalistas. A criminalização das relações homossexuais também foi mencionada como parte das violações sistemáticas dos direitos humanos. A HRW expressou preocupação com a falta de perspectivas para eleições democráticas, uma vez que a junta anunciou que permanecerá no poder por pelo menos mais cinco anos. Além disso, a decisão da junta de retirar o Níger do Tribunal Penal Internacional foi criticada como uma tentativa de limitar a responsabilização das autoridades militares em nível regional e internacional.