Um organismo internacional especializado na monitorização da integridade das apostas desportivas identificou sete situações anómalas durante o Campeonato do Mundo de 2026. O relatório do Group of Copenhagen, um grupo de peritos do Conselho da Europa, emitiu sete 'yellow notices' sobre mercados de apostas durante o torneio. Embora esses alertas não confirmem manipulação de resultados, indicam padrões de apostas invulgares que justificam uma análise mais aprofundada. Entre os jogos sinalizados, destaca-se o empate 0-0 entre Espanha e Cabo Verde, onde cerca de 4,8 milhões de dólares foram apostados na possibilidade de a seleção cabo-verdiana não perder. Este volume de apostas é considerado anormal e, apesar do resultado ter confirmado essa previsão, não há provas de manipulação. Outro caso notável envolve o jogador Folarin Balogun, cuja reversão de cartão vermelho levantou dúvidas entre especialistas devido ao volume de apostas relacionadas. O relatório também menciona outros episódios que justificaram alertas preventivos, como decisões do VAR e expulsões. Enquanto isso, a FIFA mantém que não houve atividades suspeitas durante os 104 jogos monitorizados, ressaltando que um alerta de apostas não é prova de fraude, mas sim um mecanismo de prevenção. O secretário-geral do Conselho da Europa defendeu a necessidade de reforçar os mecanismos contra a manipulação de resultados antes do Mundial de 2030.