Um tribunal sul-coreano decidiu hoje condenar o ex-presidente Yoon Suk-yeol a mais 18 meses de prisão por violação da lei eleitoral, devido a mentiras em campanhas eleitorais. Esta nova sentença surge após a condenação por fornecer informações falsas em eventos de campanha realizados em Dezembro de 2021 e Janeiro de 2022. Embora a pena esteja suspensa, o Partido do Poder Popular terá que devolver cerca de 39,7 mil milhões de won à Comissão Eleitoral, uma vez que a lei sul-coreana exige a devolução de fundos recebidos por candidatos condenados por violação da lei eleitoral. Os juízes alertaram que as informações falsas poderiam ter influenciado a decisão dos eleitores nas eleições de março de 2022, nas quais Yoon venceu. A defesa do ex-presidente já anunciou a intenção de recorrer da sentença, o que poderá levar o caso ao Supremo Tribunal no próximo ano. Esta condenação é apenas uma das várias que Yoon enfrentou, incluindo uma pena anterior de 30 anos por ações consideradas perigosas para o país. Além disso, a sua mulher, Kim Keon Hi, também foi condenada a quatro anos de prisão por corrupção, o que destaca a gravidade das acusações que envolvem a família do ex-presidente. A situação política na Coreia do Sul continua a ser tensa, com a população a acompanhar de perto os desdobramentos legais que envolvem figuras proeminentes da política.