A proposta de lei que aprova o Orçamento Rectificativo do Estado para 2026 foi aprovada na generalidade pela Assembleia Nacional, com 37 votos favoráveis do PAICV, 28 votos contra do MpD e duas abstenções da UCID. O deputado da UCID, João Santos Luís, justificou a abstenção devido a dúvidas sobre o documento e à falta de respostas do Primeiro-ministro às questões levantadas durante o debate. Embora reconheça que o orçamento rectificativo representa uma melhoria técnica, ele criticou a ausência de uma estratégia de transformação económica para o país. O deputado do MpD, Abraão Vicente, argumentou que o voto contra não é uma rejeição ao país, mas uma crítica às opções do Governo e à falta de transparência em algumas rubricas orçamentais. Ele questionou o aumento das verbas para algumas instituições e pediu mais clareza sobre a redistribuição dos recursos públicos. Vicente destacou que o orçamento da Presidência da República aumentou significativamente, levantando questões sobre a eficácia das promessas de cortes de despesas. Por outro lado, o deputado do PAICV, João Brito, defendeu o voto favorável ao orçamento, considerando-o necessário para adaptar o documento às novas condições económicas, políticas e sociais do país. Ele enfatizou que a revisão orçamental é uma decisão política crucial para a capacidade do Estado em responder às exigências atuais e às expectativas dos cabo-verdianos. Brito argumentou que este orçamento deve ser visto como um instrumento de responsabilidade que assegura a estabilidade das contas públicas.