O ativista comunitário Emiliano 'Djidjuca' Santos manifestou sua preocupação com o início das obras no terreno conhecido como 'Campim ka Gadji', na cidade de Sal Rei, Boa Vista. Ele defende que o espaço, anteriormente utilizado para atividades desportivas e culturais, deveria ter sido preservado como área pública. Santos alega que o terreno foi vendido pela Câmara Municipal durante a presidência de José Pinto Almeida, mas a falta de esclarecimentos sobre a venda gerou descontentamento na comunidade. Djidjuca critica o silêncio das autoridades e a falta de espaços públicos na cidade, que são essenciais para o lazer e a prática desportiva, especialmente para crianças e jovens. Ele recorda que, quando surgiram rumores sobre a venda, moradores tentaram contestar a decisão através de um abaixo-assinado. O ativista sugere que a Câmara Municipal busque alternativas para preservar o 'Campim ka Gadji' e negocie com os investidores a construção em outro local. Até o momento, não houve resposta oficial da Câmara Municipal da Boa Vista ou dos promotores da obra sobre as alegações de Djidjuca. A situação levanta questões sobre a gestão de terrenos na ilha e a necessidade de maior fiscalização por parte das autoridades competentes.