O Movimento para a Democracia (MpD) expressou preocupações sérias sobre as declarações do Primeiro-Ministro de Cabo Verde, considerando-as perigosas para a economia do país. O líder parlamentar do MpD, Luís Carlos Silva, afirmou que o Primeiro-Ministro colocou em risco a integridade das contas públicas ao alegar que Cabo Verde possui 'contas ocultas' e que o governo anterior enganou o Fundo Monetário Internacional (FMI). Silva destacou que o FMI já se pronunciou, esclarecendo que não analisou a execução orçamental de Cabo Verde e que não produziu as conclusões atribuídas pelo Primeiro-Ministro. Ele alertou que declarações desse tipo podem ter consequências graves, citando o exemplo do Senegal, onde suspeitas de dívida pública não declarada levaram ao congelamento da relação com o FMI. O líder do MpD enfatizou que não existem contas paralelas ou ocultas em Cabo Verde e que as alterações orçamentais são feitas de acordo com a lei. Ele criticou a falta de preparação política do Primeiro-Ministro, sugerindo que ele estaria disposto a sacrificar a credibilidade internacional do país por ganhos políticos imediatos. Silva expressou esperança de que as declarações do Primeiro-Ministro não resultem em consequências negativas semelhantes às do Senegal, dada a dependência de Cabo Verde de apoio internacional.