O Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde (INECV) rejeitou de forma categórica as acusações de manipulação e falsificação de dados estatísticos. Em um comunicado, o Conselho Directivo do INECV afirmou que a produção estatística segue rigorosamente a Constituição e as legislações nacionais, além de estar alinhada com as recomendações de organizações internacionais como a ONU e o FMI. O INECV esclareceu que os ajustes feitos nas estimativas do Valor Acrescentado Bruto não são manipulações, mas sim procedimentos metodológicos normais. Em relação aos indicadores de pobreza extrema, o instituto explicou que o estudo foi realizado com assistência do Banco Mundial e que a atualização da linha de pobreza não invalida os resultados anteriores. O Conselho Directivo do INECV defende que o debate sobre estatísticas oficiais deve ser baseado em evidências científicas e rigor metodológico. A instituição manifestou total disponibilidade para receber avaliações externas, comprometendo-se a colaborar com transparência. A posição do INECV surge após o primeiro-ministro, Francisco Carvalho, ter anunciado uma avaliação independente ao instituto, visando restaurar a confiança dos cabo-verdianos nas estatísticas oficiais. Carvalho criticou a produção de dados falsificados e enfatizou que as estatísticas devem refletir a realidade dos cidadãos.