A Procuradoria-Geral da República informou que o Departamento Central de Ação Penal concluiu a instrução do processo contra um antigo gestor, acusado de abuso de informação privilegiada e participação ilícita em negócios. O Ministério Público pede a devolução de 1.742.750 escudos ao Estado, quantia que considera correspondente à vantagem patrimonial obtida pelo arguido. As investigações focaram-se na utilização de informação privilegiada para obter vantagens patrimoniais, especificamente na aquisição de 27,44% das ações da CECV. O antigo coordenador da UASE foi detido sob suspeita de corrupção e conflito de interesses. O caso teve forte impacto político e institucional, dado que envolve o responsável pela UASE, que supervisiona o desempenho financeiro das empresas públicas. O Ministério Público coloca em questão o uso de conhecimento obtido em funções públicas para benefício privado, uma questão sensível na administração pública.