A presidente do Tribunal Penal Internacional (TPI), Tomoko Akane, alertou para o desaparecimento do Estado de direito internacional após ter sido alvo de sanções norte-americanas. As sanções proíbem os juízes de entrar nos Estados Unidos e bloqueiam transações financeiras. A ONU, a União Europeia e o Japão manifestaram apoio à presidente do TPI, assim como vários países europeus. O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos defendeu que as sanções devem ser levantadas. O Japão considerou as sanções 'muito lamentáveis' e reiterou seu apoio ao TPI. As sanções são uma resposta às investigações do tribunal sobre o Afeganistão e Israel. O tribunal emitiu mandados de detenção contra o primeiro-ministro israelita por causa da guerra em Gaza. A administração Trump justificou as sanções pela participação dos juízes em investigações contra países que não reconhecem o TPI. O TPI, fundado em 1998, é uma jurisdição penal internacional encarregada de julgar crimes graves, mas enfrenta uma crise devido à oposição dos Estados Unidos.