Em Cabo Verde, a saúde não deve ser um luxo para quem vive nas cidades, mas um direito acessível a todos. A proposta é humanizar o sistema de saúde e digitalizar o acesso, para que a distância geográfica não se torne uma barreira ao cuidado. A saúde deve ser uma rede de afeto, apoiada pela tecnologia, e a morabeza é um elemento essencial nesse processo. A saúde não deve exigir que os cidadãos viajem longas distâncias para consultas, mas sim ter pontos de saúde conectados em cada aldeia. O Estado deve ser um visitante próximo, oferecendo cuidados em casa, especialmente para os mais vulneráveis. A falta de resposta institucional pode levar à resignação e à descrença na capacidade de receber cuidados, o que é prejudicial à saúde pública.
Sociedade
A Dignidade do Cuidado. Crónica XIV




