Quando a CV Interilhas assumiu a Concessão do Transporte Marítimo Inter-ilhas, foi apresentada uma visão ambiciosa de um serviço moderno. Sete anos depois, o balanço está longe das expetativas, com um modelo marcado por fragilidades operacionais e escassa transparência na gestão dos recursos públicos. A concessionária converteu-se numa estrutura de fachada, sem ativos estratégicos próprios e dependente de contratos intragrupo, direcionando recursos para empresas do Grupo ETE. Quase 65% dos custos operacionais estão concentrados em Fornecimentos e Serviços Externos, inflacionando custos sem regulação contábil efetiva. O encargo total do sistema foi estimado em 2,08 mil milhões de escudos, com o Estado a injetar uma quantia significativa em indemnizações. A falta de integridade no reporte da informação e a cumplicidade da Comissão de Acompanhamento da Concessão levantam questões sobre a credibilidade dos dados apresentados. Além disso, a gestão acumula descumprimentos graves com uma frota de navios obsoleta.
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