Em Cabo Verde, a saúde não deve ser um luxo para quem vive nas grandes cidades, mas sim um direito acessível a todos. A morabeza, que representa o acolhimento e a solidariedade, deve ser integrada ao sistema de saúde, humanizando-o e garantindo que a distância geográfica não se traduza em distância da vida. O atual sistema é criticado por ser centralizador e punitivo, especialmente para os mais pobres, levando à resignação e à falta de esperança. A necessidade de uma resposta imediata e incondicional para os doentes é enfatizada, contrastando com a lógica burocrática que prevalece atualmente. A crónica também menciona a importância de unir a tradição e a tecnologia para melhorar o acesso à saúde, destacando que a verdadeira dignidade do cuidado deve ser uma prioridade.