Forças políticas da oposição e plataformas da sociedade civil afirmam que o referendo constitucional realizado na Guiné-Bissau foi amplamente boicotado, com estimativas de participação que variam entre mais de 90% de abstenção e um máximo de 10% de participação. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) anunciou uma taxa de participação superior a 50%, criando uma divergência que deverá ser esclarecida com a publicação dos resultados oficiais. As coligações PAI-Terra Ranka e API-Cabaz Garandi consideraram o referendo uma expressão de rejeição popular às alterações constitucionais e afirmaram que a consulta foi convocada por autoridades resultantes de um golpe de Estado. As organizações cívicas também declararam que mais de 90% dos cidadãos boicotaram a votação, interpretando a ausência nas urnas como uma manifestação de consciência cívica. O Movimento Revolucionário Pó de Terra apresentou uma estimativa ainda mais baixa, afirmando que mais de 95% dos cidadãos ignoraram as urnas.
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Referendo divide Guiné-Bissau entre boicote e participação

