O artigo explora a complexidade das decisões eleitorais em Cabo Verde, argumentando que a cidadania é moldada por experiências, pertenças e emoções que influenciam o ato de votar ou se abster. A análise sugere que a abstenção não deve ser vista apenas como desinteresse, mas como um sinal da incapacidade do sistema político de representar adequadamente a população, especialmente à luz da diminuição da identificação partidária. Os dados indicam uma queda significativa na proporção de cidadãos próximos de um partido, refletindo uma mudança nas dinâmicas sociais e políticas. O texto conclui que a cidadania não é um dado adquirido, mas um processo em evolução que exige que os partidos reavaliem sua capacidade de escutar e mobilizar seus apoiantes.