A guerra entre os Estados Unidos da América e o Irão completou seis meses sem que os objetivos anunciados pelo governo norte-americano tenham sido alcançados. Inicialmente apresentada como uma “pequena incursão”, a guerra resultou em quase 8 mil mortos e desorganizou o comércio mundial de energia. O governo dos EUA não conseguiu impor a rendição de Teerão, provocar a queda do governo iraniano, nem restabelecer o fluxo normal de navios pelo Estreito de Ormuz. Diante do fracasso, o presidente dos EUA alterou seu discurso, afirmando que não está com pressa para retomar as negociações. A resistência iraniana levou Washington a mudar seus objetivos, que passaram de impedir o desenvolvimento de armas nucleares para a mudança de regime e a reabertura do Estreito de Ormuz. Com a redução de armamentos e sem uma solução militar à vista, a Casa Branca tenta agora deslocar a ofensiva para o campo econômico, anunciando novas sanções contra países e empresas que mantêm relações comerciais com o Irão. Os ataques realizados resultaram em milhares de mortes, com o maior número de vítimas no Líbano e no Irão, e a guerra ultrapassou as fronteiras iranianas, afetando a região do Golfo e a segurança no comércio marítimo.