A crónica aborda a mobilidade urbana em Cabo Verde, discutindo como as desigualdades nas infraestruturas refletem a justiça social. O autor, em conversa com Elias Nordheim na ilha Brava, destaca que a mobilidade não deve ser vista apenas como um problema técnico, mas como uma questão de justiça. A observação de que o modo como um povo se move revela o tratamento que recebe do Estado é central na reflexão. O texto menciona que caminhar em diferentes bairros pode expor desigualdades, com algumas áreas apresentando asfalto liso e outras com chão poeirento e irregular. A crónica também cita a ideia de 'direito à cidade', enfatizando que o acesso ao espaço urbano é fundamental para garantir outros direitos, como o trabalho e a educação. A mobilidade é apresentada como um direito fundamental, essencial para a coesão social.
Outros
A Ética do Asfalto. Crónica XV

