O debate em torno da governação do Serviço de Informações da República (SIR) de Cabo Verde transcende a mera discussão administrativa sobre sua dependência do Primeiro-Ministro e a influência do Ministério da Administração Interna. A questão central é compreender se o sistema possui garantias suficientes para evitar interferências políticas e confusões entre inteligência estratégica e atividade policial. A legitimidade democrática dos serviços de informações depende da sua independência funcional e transparência institucional. O estudo busca responder como o modelo de governação do SIR assegura autonomia funcional, eficácia estratégica e supervisão democrática compatível com os princípios do Estado de Direito.