A presença cabo-verdiana em São Tomé e Príncipe é uma das mais longas e significativas trajetórias migratórias no espaço africano de língua portuguesa, marcada pelo trabalho nas roças de cacau e café. Apesar da contribuição significativa para a economia do país, a comunidade enfrenta desafios como condições habitacionais frágeis, acesso limitado a saneamento básico e água potável, e a insuficiência de mecanismos de inclusão económica. A ação do Estado Cabo Verde, através de proteção social, tem ajudado a mitigar algumas vulnerabilidades, mas não é suficiente para mudanças estruturais. É necessário repensar as políticas públicas para promover um desenvolvimento humano integrado, que articule proteção, acesso a serviços, capacitação e participação económica e social.