Cabo Verde tem olhado para o emigrante através de três palavras: saudade, remessas e regresso, mas é hora de incluir a representação. O emigrante não é apenas alguém que deixou as ilhas, mas uma pequena embaixada de Cabo Verde no mundo, levando consigo língua, cultura e identidade. A política pública já reconhece a diáspora como parceira do desenvolvimento, mas a diplomacia cabo-verdiana precisa de se adaptar às novas realidades dos emigrantes do século XXI, que enfrentam desafios diferentes das primeiras gerações. A Embaixada de Cabo Verde em Portugal, por exemplo, deve funcionar como um observatório da condição cabo-verdiana e contribuir para o desenvolvimento das comunidades.