Na sua última conferência de imprensa, a presidente cessante da Assembleia-Geral da ONU, Annalena Baerbock, alertou que a organização não sobreviverá à atual era fragmentada sem reformas. Ela destacou a necessidade de menos burocracia e maior eficácia num mundo digitalizado. Durante o seu mandato, Baerbock observou um ressurgimento de guerras e conflitos, além de um impasse no Conselho de Segurança. Ela também geriu o início do processo de eleição do novo secretário-geral, enfatizando que a escolha deve refletir a representação das mulheres. Baerbock, que foi a quinta mulher a presidir a Assembleia-Geral, agradeceu a António Guterres e destacou a importância do multilateralismo em tempos de divisão.