A história da educação cabo-verdiana é caracterizada por deslocações e aspirações familiares, onde a escola se tornou uma estratégia de mobilidade social. Desde o século XIX, a institucionalização do ensino secundário começou com o Liceu Nacional da Província de Cabo Verde, inaugurado em 1861, que enfrentou desafios como a falta de professores e a diminuição de alunos. O Seminário-Liceu de São Nicolau, criado em 1866, teve um papel educativo importante, acolhendo alunos de origens modestas. Com a abertura do Liceu Nacional de Cabo Verde em São Vicente em 1917, iniciou-se uma nova fase, onde a escola não só ensinava matérias, mas também promovia a autonomia. O predomínio educativo de Mindelo influenciou gerações, enquanto instituições como a Escola Salesiana de Artes e Ofícios e o Seminário Menor de São José contribuíram para a formação de jovens de diversas ilhas, preparando-os para o mundo do trabalho e para posições de responsabilidade na sociedade cabo-verdiana.