O anúncio do Ministro da Justiça sobre a intenção de retirar o Centro Orlando Pantera do sistema prisional e criar uma nova estrutura socioeducativa para menores é uma oportunidade para repensar a intervenção com crianças e adolescentes em conflito com a lei. A responsabilização dos jovens deve ser feita sem criminalizar a infância, considerando fatores de risco e o contexto familiar. A discussão deve centrar-se no modelo de intervenção, com base em experiências de outros países que mostram a importância de respostas especializadas e multidisciplinares. A entrada no Centro deve ser acompanhada de uma avaliação individual que permita compreender as necessidades de cada jovem, e um plano de intervenção deve ser construído desde o primeiro dia, preparando a reinserção e trabalhando com a família sempre que possível.
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