O Presidente da República escusou-se a confirmar se será candidato a um segundo mandato, prometendo uma posição definitiva para os próximos dias. Durante a conferência de imprensa de balanço dos seus cinco anos de mandato, abordou os ganhos, constrangimentos e perspectivas para o futuro de Cabo Verde. Neves assumiu o papel de 'pacificador' da Nação, destacando o envelhecimento demográfico e a necessidade de descentralização como grandes desafios. Ele também mencionou a urgência de dar mais poderes às autarquias e resolver problemas nos transportes e evacuações médicas inter-ilhas. Relativamente à convivência institucional com o Governo, classificou as relações como 'serenas e produtivas', embora reconhecesse a existência de atritos naturais. Em relação à diplomacia regional, defendeu uma atuação discreta na crise política na Guiné-Bissau, enfatizando a importância do diálogo. Neves sublinhou que exerceu a totalidade das competências constitucionais reservadas ao cargo, exceto em duas situações extremas.