O artigo analisa a compra de votos em Cabo Verde, enfatizando que a política clientelista é mais complexa do que uma simples troca de dinheiro por votos. Destaca a importância da pobreza na exposição a estratégias de compra de votos e menciona que um programa social legítimo, como o Rendimento Social de Inclusão, pode ser instrumentalizado politicamente. O autor sugere que a abstenção recorde nas legislativas de 2026 deve ser analisada com cautela e que é necessário um estudo nacional sobre práticas de compra de votos e clientelismo eleitoral. O texto conclui que a política social pode reduzir a vulnerabilidade dos cidadãos e, assim, diminuir a dependência de favores políticos.