O Presidente da República, José Maria Neves, defendeu um diálogo técnico e museológico sobre a inclusão da memória dos cidadãos presos no Tarrafal entre 1974 e 1975. Esta posição surgiu em resposta a uma petição pública de familiares de cidadãos detidos entre Dezembro de 1974 e Julho de 1975, que contestam a omissão desse período no Documento Fundador do Museu da Resistência do Campo de Concentração do Tarrafal. Neves expressou compreensão pelas preocupações dos subscritores e comprometeu-se a encaminhar a questão ao Ministério da Cultura e ao Instituto do Património Cultural para apreciação conjunta com especialistas da UNESCO. A avaliação deverá considerar a inclusão de informações sobre a utilização do espaço durante a transição política. A petição argumenta que a memória histórica não deve ser construída sobre silêncios e que a detenção de cidadãos cabo-verdianos é um fato documentado. Neves esclareceu que a delimitação temporal do Documento Fundador não nega os acontecimentos de 1974 a 1975, mas é uma estratégia associada à candidatura do sítio à Lista do Património Mundial da UNESCO. Ele reafirmou o compromisso do Estado com os Direitos Humanos e a integridade do ensino da História.
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PR defende diálogo sobre memória dos presos do Tarrafal entre 1974 e 1975

