O Presidente da República defende o diálogo técnico e museológico para analisar a alegada omissão da memória dos cidadãos detidos no Campo do Tarrafal entre dezembro de 1974 e julho de 1975. Esta posição surge em resposta a uma petição subscrita por familiares de antigos presos, que contestam a ausência desse período no Documento Fundador do Museu da Resistência do Campo de Concentração do Tarrafal. José Maria Neves afirma compreender as preocupações apresentadas e garante que nenhum sofrimento humano deve ser apagado. Ele encaminhará a exposição ao Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas e ao Instituto do Património Cultural para avaliação com especialistas. O Presidente esclarece que a delimitação histórica do Documento Fundador do Museu abrange o período entre 1936 e 1974, mas acredita que a abertura ao diálogo é essencial para integrar a memória dos presos de 1974-1975 sem comprometer o enquadramento histórico da candidatura do Tarrafal a Património Mundial.