O mestre artesão e professor Gustavo Duarte, com mais de quatro décadas de experiência, defende uma transformação profunda na forma como o artesanato é encarado em Cabo Verde. Em entrevista, ele critica a falta de fiscalização legal no setor e propõe novos modelos de comercialização, sublinhando o papel estratégico do artesanato na economia, no turismo e na sustentabilidade ambiental. Duarte, que esteve à frente do Centro Regional de Artesanato da Praia, destaca a necessidade de focar na qualidade do produto em vez da quantidade, especialmente com o aumento do número de artesãos. Ele também enfatiza a importância de valorizar a matéria-prima local e critica a ideia de que se deve transformar lixo em luxo, argumentando que o que é considerado lixo deve ser visto como matéria-prima. Apesar de reconhecer a existência de legislação protetora, ele aponta a ineficácia da lei devido à falta de fiscalização, resultando em um mercado afetado pela concorrência desleal.