O mestre artesão e professor Gustavo Duarte, com 73 anos, carrega a história de meio século de dedicação à arte e ao ensino, enfrentando o paradoxo do esquecimento por parte de sua própria nação. Natural de Santiago Maior, ele moldou gerações e representou Cabo Verde além-fronteiras, aplicando a filosofia do acrónimo CRIE (Criar, Inovar, Empregar). Apesar de suas contribuições significativas, ele expressa a frustração de nunca ter sido reconhecido institucionalmente, refletindo sobre sua trajetória desde a época colonial até a transição democrática, e lamentando a cegueira cultural que o rodeia.